segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

T-minus 2 days...... and counting!!!

Faltam dois dias. Na verdade, se considerar que escrevo as 21:10, e a data e hora específicas (se o Felipe concordar) são dia 29 de dezembro às 9:00 da manhã, então, tecnicamente, falta um dia e meio. É muito pouco tempo (sim,  a essa altura a gramática, ou concordância, ou o que quer que seja, foi pro saco). E ao mesmo tempo parece que foi ontem que a Esposa e eu vimos o resultado do teste que deu positivo. Desde então, tentei escrever aqui as coisas que aconteceram nesses 9 meses. E temos que dar graças a Deus que foi uma gravidez excelente. A saúde dele tá 100% e, como já mencionei, se tudo for de acordo com a médica, à essa hora na quarta-feira (future continuous para os teachers e nerds que gostam de inglês e que acompanham esse blog) estarei olhando para meu filho.

Meu irmão veio passar o Natal conosco, juntamente com sua esposa e sua filha, minha sobrinha e afilhada. Acho que nunca babei por uma criança em toda minha vida. Ela é simpática, sorri pra todo mundo (ou quase, parece que só com quem ela vai com a cara) e já tá reconhecendo eu e a Esposa. Pô, se eu tô babando tanto com minha sobrinha, imagina só como vai ser com o meu filho.....

A ficha já caiu faz mais ou menos uma semana, e nesse tempo, passei por várias emoções, de "Car&*%o, o menino tá chegando!!" (tom de espanto e meio que desepero porque as coisas aqui não estavam ainda completamente arrumadas uma semana atrás) até a mais recente, de "Car&*%o, o menino tá chegando!!" (tom de não vejo a hora de ver a cara do menino e segurá-lo nos meus braços.

É parece que deu tempo de escrever mais um post antes do nascimento do Felipe de Hollanda Barcellos (imagina se colocasse FeLLipe..... ia ser muito L pra um nome só....). Com certeza continuarei escrevendo sobre a parte de SER pai, e não só do trailer de 9 meses, pois como dizem, agora é pra vida toda.... e não vejo a hora de ver esse filme começar, de segurar o Felipe nos meus braços.

Um abraço,
Gus

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

The Final Countdown

Sim, lembrei daquela horrível música dos anos 80 pra dar o título do (acho) último post antes do nascimento. Digo acho, porque voltei a ter o que falar por aqui, então posso escrever de novo antes de ele nascer, o que pode ser, desde domingo, a qualquer momento. E outra coisa que decidi é que vou continuar escrevendo, talvez esporadicamente ou não, sobre o que foi e está sendo minha experiência como, por enquanto, futuro pai.

Parei de escrever, e me toquei disso hoje, porque ficou meio que trivial o que estava acontecendo. Pelo menos pra mim, e sei que a Esposa vai me matar quando ler isso, mas foi a impressão que eu tive. Sim, as ecos ainda são emocionantes. Sim, ver o nosso filho em 3D (sem óculos!!!) e ter uma idéia da cara dele (não parece que vai ter cara de joelho, mas vamos ver....) ainda é muito bom. Mas parece que entra numa rotina, apesar da barriga crescer a olhos vistos. Acho que o trabalho e o stress de fim de semestre/ano também pode ter influencidado nisso.

Que seja, mas nessas últimas semanas foi reacendida em mim a vontade de escrever aqui. Mais precisamente semana passada, quando a data foi estabelecida: 29 de dezembro. Pronto! Tá lá, na entrada escrita pela médica pra entregar no hospital: dia 29 de dezembro. Aí começamos a correr de novo. Temos que lavar as roupas dele e por em sacos hermeticamente fechados. Por que? 29 de dezembro! Temos que preparar a nossa mala de dois dias de hospital. Por que? 29 de dezembro!! Quanto tempo falta? UMA SEMANA!!!!! Isso é, ao mesmo tempo, do car%#*o e assustador. Por que, você leitores (se é que resta algum) podem se perguntar. Porque como dizem, sua vida nunca será a mesma!! E quem é que gosta de mudança drástica? Nunca gostei, mas sempre fui with the flow e sempre deu certo. Essa é a parte assutadora, a parte do "LIFE WILL NEVER BE THE SAME" (insira aqui voz de filme de terror e barulhos de raios e trovoadas ao fundo). Mas sei que a vida não para por causa disso. temos exemplos de amigos que ainda são um casal, mesmo com um ou dois filhos. E é isso que a Esposa e eu queremos, continuar sendo casal, com as responsabilidades de pai e mãe.

Sei que o começo é punk rock, mas ninguém nunca morreu por ficar sem dormir diretio por 3 meses......... pelo menos não que eu saiba. ;) Mas é isso, tô totalmente psyched pra chegar quarta que vem (ou talvez até antes, segundo a médica) pra ver a cara do moleque e segurar ele no colo (claro que depois da mãe, porque senão ela me mata ;)

Por enquanto é só.

Um abraço,
Gus

P.S: Ele tá perfeito, com 3,240 quilos e 47 centímetros. Coração normal e mexe pra car%#*o, é só perguntar pra Esposa.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Gestação de um Pai - The Return!!!

Depois de um longo e tenebroso inverno, volto para relatar mais histórias de um pai de primeira viagem. A parada de quase um mês foi necessária. Neese período reformamos o ex-quarto do computador e agora quarto do Felipe e tive que fazer um trabalho demorado pra Cultura. Sem contar que às vezes tenho que ficar em casa também, né?

Então vamos relatar as coisas com calma. Mês passado me toquei que a hora está cada vez mais próxima, apesar de ainda paracer meio que irreal a chegada dele. E me toquei também, e falei com a Esposa, que com a chegada eminente do armário e dos móveis do Felipe, a reforma do quarto já tava mais do que atrasada. Então entrei em contato com o melhor fornecedor de mestre do obras deste lado da cidade: meu pai. Ele me disse de um cara que já faz serviço pra ele e é meio que um faz-tudo. Combinamos sexta véia aqui em casa. Meu pai chega às 08:30 e já vem com um bando de material pra arrebentar o armário. Ah, só um adendo. O armário é original do apê, circa 1970, e era embutido.

Bom, quando olho no relógio já são 11:30, o cara não vem pelo andar da carruagem e eu e meu pai arrebentando o armário. Fomos acabar a labuta por volta de 17:30. Arrebentamos parede de armário, parede de alvenaria e tudo mais. SÓ NÓS DOIS!!!! Ah, e se eu fosse esperar o cara, tava aqui cheio de teia de aranha até hoje.... mas no fim das contas foi divertido. É legal arrebentar coisa!!! E desce marretada e arrebenta tudo.... O problema é a sujeirada que faz.

Eu já tinha armado com o cara de vir na sexta quando o outro cara do móvel ligou. Quando a gente não planeja nada, as coisas se encaixam, é engraçado isso. Então arrebentamos o armário em uma sexta, a instalação do novo começou na terça e acabou na quarta, o pintor veio na quinta e sexta, e os móveis chegaram no sábado. Num espaço de oito dias o quarto estava completamente diferente.

Depois dessa trabalheira, começamos (na verdade foi muito mais a Esposa do que eu) a organizar o chá de fraldas. Na verdade, chás, porque a gente conhece tanta gente e as famílias são tão pequenas (sarcasmo...) que tivemos que dividir o esquema. Mas em relação aos chás de bebê, falo depois. Só queria escrever pra dizer que não esqueci daqui, só estava sem tempo mesmo. E senti falta de escrever aqui. Extravasar é bom demais, ainda mais com vocês leitores (quem lê isso acha que tem milhões de pessoas lendo meu blog...) dando apoio. Esse post não foi tão engraçado, mas acho que a idéia desse não era a comédia.

Um abraço,
Gus

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Chegada e compras

Como passa rápido esse coisa de gravidez. Quando pensamos em nove meses falamos que vai demorar pra caramba, que vai ser legal (e é, MUITO) esse período e blá, blá, blá. O que nunca falam pra você é que passa muito rápido. Ele já pode nascer no meio de dezembro, e como diria Fernando Vanucci, dezembro é logo ali. Quando vamos ver na ponta do lápis tem só um mês e meio pra isso acontecer. E a barriga só cresce..... Ah, e vou fazer um bando de citação no post também.

Essa introdução foi só pra falar como o tempo voou e como muitas coisas acabam ficando em cima da hora. Como as compras pro que é necessário pro Felipe, por exemplo. Semana passada fomos na Feira da Gestante no Parque da Cidade. Pois é, também só soube da existência dessa feira esse ano, por razões óbvias. É uma daquelas coisas que você só fica sabendo quando faz parte do clube, sacou? Mas então, fomos lá e o lugar é uma perdição. Literalmente!! Tudo quando é coisa fofinha e cuti-cuti (Marcelo Tás aqui) que existe no mundo, ou pelo menos no Brasil, tava lá. É carrinho de tudo quanto é tipo, é berço, roupa, enfeite pro quarto, jogo de berço, e o supracitado blá, blá, blá.

Compramos o carrinho dele com o bebê conforto (olha que eu até sei os nomes das paradas agora. It's evolution, BABY!!!! Essa eu nem preciso dizer de onde vem, né?), a base de encaixe para o bebê conforto pra não ter que levar uns dez minutos pra colocar o mesmo no carro, a banheira, que mais parece uma tábua de passar e mais um jogo de berço. Tudo isso foi bem barato.............NOT! (Borat....). Mas são coisas muito necessárias e a gente teve um help dos meus pais com as compras, no quesito carrinho de bebê com o bebê conforto. Ah, vou escrever um post só sobre a galera que já ajudou com as coisas do Felipe. E já foi gente, viu?

Bom, compras feitas, voltamos pra casa e vimos que, apesar de caras, como tudo que é para bebê, as compras foram muito boas. Com certeza usremos o que comprmos por um bom tempo. Agora em relação ao preço de coiasas para bebê, acho que eles colocam o preço lá em cima pra compensar o pouco tempo de uso que teremos para o produto. Tá, essa teoria não funciona muito no caso do carrinho e banheira, mas pra roupa, sim. Me explica comprar um tênis de 200 conto pra um bebê que vai perdê-lo no espaço de uns dois meses, ou até menos dependendo do bebê. Aí vejo que na verdade tudo é mais caro no Brasil!!!! Bom, revoltas a parte, as compras foram boas e vamos com creteza aproveitá-las.

Se o post de hoje não fizer muito sentido, é porque ao mesmo tempo que escrevia o mesmo, tava mexendo no meu novo brinquedo, removendo e adicionando novos aplicativos.... Como diz um primo meu, "Criança, né? Deixa fazer..." Ah, é bom saber que estão gostando do blog. Ontem na festa de Dia dos Professores do trampo encontrei uma galera que falou que o blog tá legal. Esse tipo de feedback é bom. E mesmo se tivesse ruim, eu ia continuar escrevendo do mesmo jeito. ;)

Um abraço,
Gus

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Iniciação

Bom hoje o esquema aqui vai ser diferente. Nada de dois títulos, presente, passado, nem nada disso. Hoje falarei sobre a nossa iniciação com o mundo dos bebês. Ela ocorreu em julho, quando fui pra Recife conhecer minha sobrinha. Lá eu e a esposa pudemos ter uma idéia sobre o que está a vir pela frente (fechando o ciclo passado, presente e, agora, futuro mencionados acima).

Quando chegamos em Recife, a Marina, minha sobriha e afilhada, estava com mais ou menos 15 dias. Quando chegamos no apartamento do meu irmão, quase não pude entrar, pois estava com uma gripe filha da p*&@. Entrei com uma camiseta sobre a cara e mantive uma grande distância da Marina. E assim foi por mais ou menos 3 dias. A esposa já chegou perto e tudo, mas não pegou no colo pois ela tava muito próxima de mim, então o medo de passar a gripe pra Marina ainda era muito alto.

O que foi legal nos dez dias que passamos lá (essa viagem vai ser recorrente aqui, com pontos de vista diferentes) foram as coisas que começamos a aprender em relação a filho. Lembram do último post? Pois é, começamos a aprender um pouco sobre os móveis lá com eles. Vimos, por exemplo, que bebê mexe muito rápido. Então compramos uma cômoda que tem uma proteção nas laterais. Se o bebê fizer um rolamento duplo carpado dorsal lombar, ele vai bater na proteção (seria guard rail?) da cômoda. E não, ainda não lembro qual foi o puxador que a gente decidiu comprar....

Outra coisa que meu irmão me ensinou foi como limpar o bebê. Ensinou como limpar, com o que, em qual direção, como trocar a fralda (até então algo totalmente bizarro pra mim) e como sempre prestar atenção no bebê, pois eles se mexem MUITO rápido. E o mais importante de tudo: ensinou pra que serve a garrafa térmica que tem em todo quarto de bebê. Na verdade não é café pros pais ficarem acordados por causa ddo bebê (ainda mais que o bebê já deixa eles acordados, não precisam de café), mas sim água quente pra poder fazer a parte asseada do bebê, limpar as partes íntimas e etc. E eu achando que se não fosse café, era água pra chimarrão......

Aprendemos também que quando o bebê dorme, não precisa ficar sussurrando ou usando código morse pra se comunicar, ainda mais que quando o bebê dorme, um dos pais acaba dormindo também. Mas podemos falar em tom de voz normal justamente pro bebê se acostumar com barulho na casa. Afinal de contas ninguém quer uma criança de 6 anos de idade se incomodando com barulho de conversa dentro de casa.

Ah, a tal da babá eletrônica é algo que você realmente precisa ter. De qualquer lugar da casa você consegue ouvir o que a criança está fazendo. Nos dias que fiquei por lá (e vi o São Paulo dar adeus, mais uma vez, a Libertadores) vi que era essencial o aparelho. Eu e meu irmão íamos pro bar (área de serviço) e ficávamos jogando conversa fora até ouvir uma tossezinha (é esse o diminutivo?). Parávamos e ficávamos em silêncio. Se ela tossisse umas três vezes, ela estava acordando. E também é muito boa pra mãe, que pode dormir sossegada enquanto o pai fica de vigília (que no meu caso vai ser assisitr um horror de filme ou jogar PS3 até o Felipe acordar de novo...).

E quanto a pegar a Marina no colo, sem chance, pois eu ainda estava com o resto de gripe... Com certeza vou fazer isso em dezembro

Bom, por hoje é só. Se estiverem lendo e gostando, podem postar comentários, eu deixo ;-)

Um abraço,
Gus

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Móveis e Audição

Móveis

Como tudo na vida, a gravidez traz consigo as partes boas e as partes ruins. A alegria de saber que eu vou ser pai, o processo do crescimento do feto até o bebê em si, a barriga da esposa crescendo, tudo isso é excelente. Em contrapartida, tem a parte em que você tem que fazer coisas chatas, do tipo escolher os móveis do rebento. Eu nunca gostei de levar muito tempo escolhendo móveis pra mim, que dirá pra outra pessoa. Sim, eu sei que é pro meu filho e que eu deveria ficar mais animado, mas lamento, é tão chato pro filho quanto pra mim, pai. A não ser que você, leitor, seja o tipo de pessoa que gosta de ficat um dia inteiro, ou mais, vendo que tipo de cama você gostaria de dormir....

Acho todo esse processo de procurar móveis um porre! Mas é necessário. E com o berço e cômoda do bebê tem um agravante: nunca nem prestei atenção nesse tipo de móvel, então como diabos posso saber como escolher um móvel desse??? A resposta é simples: entrando em cada loja de bebê da cidade e olhando um porrilhão de berços diferentes. "Olha, esse tem roda de silicone, esse é fuleiro, esse tem rodinha normal mas a proteção é boa, esse tem rodinha boa mas a proteção é fuleira, tem que ter um espaço mínimo entre as grades pro bebe não meter a cabeça entre as mesmas, qual que é mais bonito, o branco pérola ou o branco neve (tem diferença????), etc, etc, etc."

Sim, é um processo longo, demorado e de aprendizado. Mas no fim das contas você começa a pegar a manha. Não ajuda nada que a esposa acha tudo lindo, então além de eu não saber nada em relação ao assunto, ainda tive que conter a esposa com as  infinitas opções. Como sempre, exagero um pouco aqui, mas foi mais ou menos assim mesmo. Depois de escolhido o berço na quarta ou quinta loja de bebês, focamos na cômoda. Como fomos pra casa do meu irmão que tinha acabado de ter uma filha, soubemos mais ou menos que tipo de cômoda precisaríamos pro quarto do Felipe.

O problema de escolher essas coisas é que as duas coisas, berço e cômoda, tem que combinar (é claro). Então um problema pra achar a cômoda é que a mesma tinha que combinar com o berço, que é branco (neve ou pérola, sei lá....) e os puxadores, fator essencial em quanquer cômoda (ironia....), tinham que ser legais também. Tecnicalidades assim deixo pra esposa, porque eu realmente não tô nem aí para que tipo de puxador tem no móvel. Aliás, que homem presta atenção nisso???? Eu sei que não pode ser com ponta, porque o bebê quando cresce e começa a explorar o ambiente, pode meter a cabeça num puxador com ponta e abrir um talho na mesma. Fora esse detalhe, não me importa o tipo de puxador. No fim das contas, depois das mesmas 4 ou 5 lojas, esolhemos uma cômoda. E o tal do puxador é tão importante, mas tão importante, que nem me lembro qual formato geométrico ou qualquer outro detalhe do mesmo. O que lembro é que no fim das contas, os dois combinam (ebaaaaa...) e que o quarto do Feipe tá tomando forma. Ainda bem que não tenho tendência pra decorador.

Audição

Ante-ontem (com ou sem hífen?) estava eu na cama com minha esposa, e o Felipe começou a chutar. Até aí, tudo bem, ele chuta bastante mesmo. Não o tempo todo, mas quando começa a chutar, dá uns chutões e fica assim por uns 10 minutos, aí sossega de novo. E aquela sensação do Alien não para (esse eu sei que agora é sem acento): cada vez que ele chuta, a gente vê a barriga subindo e descendo. É estranho, ver que tem alguma coisa que responde dentro da barriga da mãe, mas é MUITO legal mesmo assim.

Pois bem, estava eu vendo o Felipe lá e só pra provocar a esposa (eu provocar, imagina....) comecei a cantar o Hino do São Paulo na barriga. Ela riu e falou que não tinha problema. Como a provocação perdeu a graça, comecei a conversar com o Felipe, pois lemos que o bebê com já quase 6 meses já começa a ter audição. Ela falou pra eu falar com ele não com voz de pai babão, mas com minha bizarra voz normal mesmo. E comecei a conversar com ele assim mesmo, falando nada com nada, mas falando alguma coisa. Aí tive a idéia de contar uma história: lá fui eu contar O Rei Leão pro menino. E não é que quando comecei a contar a hostória mesmo, ele começou a mudar de posição na barriga da esposa?? Achei do car*£ho!!! E eu contando a história, dava pra ver os chutes mudando de posição, vindo em minha direção. E eu lá, com a boca grudada na barriga da esposa. quase no fim da muito resumida história de Shakespeare versão Disney, senti dois chutes no meu pequeno queixo. Achei isso MUITO do car*£ho!!!!! O que a gente não sabe é se ele tava com a cabeça onde eu estava falando e mudou de posição por causa da voz ou se o que eu senti no final da história era um soco e não um chute. mas isso pouco importa, o que importa é que ele ouviu e teve reação a isso. Ficamos iguais dois bestas quando vimos isso. E o mais legal é que quando a história acabou, ele parou de chutar ou mexer. Não sei se de alívio, por causa do fim do som estranho, ou por sei lá o que. Mas que foi muito legal foi.

Como disse acima, tem os lados negativos e positivos, como tudo na vida, mas os lados positivos são MUITO maiores que os negativos.

Um abraço,
Gus

domingo, 12 de setembro de 2010

Fator Wolverine e Enjôos

Fator Wolverine

Uma coisa muito engraçada que acontece com as mães no período inicial da gravidez, principalmente os já famosos 3 primeiros meses, é o aumento do olfato. Ele fica muito mais aguçado, do tipo que dá pra sentir cheiro do que tem na geladeira sem a mesma estar aberta. Igual o Wolverine, que dá umas duas cafungadas e sabe até o tempero que foi usado na carne.

Com a esposa isso foi mais ruim do que bom. Explico: nos 3 primeiros meses é quando geralmente rolam os famosos enjôos. Com o aumento do olfato, a probabilidade de rolar o previamente dito enjôo é muito maior. E com ela foi assim. Ela nunca gostou de cheiro de comida gelada, mas com o Fator Wolverine em campo, isso piorou, e muito, a ponto de eu abrir a geladeira e ela, que estava na porta da cozinha, sair correndo para o banheiro. Nesse período, eu era o responsável por abrir a geladeira quando tivesse alguma comida do dia anterior nela, assim como esquentar a mesma e levar a mesa. Mesmo assim, ela ainda conseguia sentir o cheiro do rango frio. Impressionante!!

Ela foi, por três meses, a versão feminina e sem pelos (Deus é pai) do Wolverine. Acho que deveria chamá-la X-23, mas é muita nerdice e só quem lê os gibis ia entender a piada (X-23 é o clone feminino do Wolverine..... Acho uma m#$*@, mas se nego não tem capacidade pra inventar nada mais criativo, não posso fazer nada....). Ela também sentia o cheiro do perfume que ela gosta que eu use lá da sala, quando eu borrifava o bicho no quarto. De novo, impressionante!! E assim foi pelos 3 primeiros meses.

Enjôos

Passados os 3 meses, como sempre, o olfato foi voltando ao normal. Ainda está melhor do que era antes (resquícios da mutação.... hehehehehe) mas ela já consegue abrir a geladeira com rango frio dentro. E quanto aos enjôos, ela só teve enjôos sérios no segundo mês. E era coisa do tipo que eu nem sabia que ela tinha vomitado. Eu faço a maior zoada na hora de chamar o Raul, dá pro vizinho do 6º andar ouvir. Ela corria pro banheiro, silêncio, e voltava falando "Nossa, vomitei todo o alnoço agora...." Como assim, vomitou todo o almoço???? Não ouvi nada!!! Mas era assim sempre, e como disse antes, durou apenas um mês. Tendo em vista que tem mãe que vomita e enjoa com tudo até quase o nascimento do rebento, pode-se dizer que me dei muito bem.

O fato desses acontecimentos terem sido tão rápidos é o principal motivo desse post ser bem curto, em comparação com os outros. Ainda não faço idéia do que vou escrever no próximo, mas stay tuned.

Um abraço,
Gus

P.S: Acabo de ser corrigido pela esposa que não foi só um mês de enjôo, mas dois, com uma diminuição da intensidade (não sei se do jato ou da frequencia), até acabar por completo no quarto mês.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Diminuição da Sagacidade e 1ª Saída pra Boteco

Como prometido no último post The Flash, a entrada de hoje será focada nos dois temas mencionados acima. Então, sem mais delongas, vamos à eles.

A Diminuição da Sagacidade

Decidi colocar o primeiro título com esse nome a pedido da esposa. Prometi que não teria durante o texto palavras como lezera, lerdeza, sonolência, demora-em-captar-um-raciocínio e etc. para não ser tão rude. Pois bem, estão todas elas no início do texto, e não durante. ;)

O fato é o seguinte: principlamente nos 3 primeiros meses, com a formação do bebê, toda a energia da esposa vai para o filho. E quando eu digo toda a energia, quero dizer TODA a energia. TODA!!!! Sobra o suficiente para locomoção, digitar alguma coisa no trabalho, dirigir uma vez por dia (ida e volta pro trabalho), balbuciar algumas palavras para o marido e outros fatores que agora não lembro direito. Mas o fato é que fora isso, a energia dela tá toda no útero. TODA!!! E, consequentemente (tem trema ou não....?), as faculdades de percepção ficam afetadas. Conversas complexas como "Bom dia, meu amor, quer ceral ou fruta?" demoram um pouco mais que o necessário, tipo, 5 minutos. E quando se passam os ditos 5 minutos a resposta é: "Quê?". E ligações de difícil tópico como "Quer almoçar junto hoje?" tem como resposta "Podemos nos falar mais tarde, preciso pensar...".

Brincadeiras a parte, como fui enfático acima, o problema da mulher nesse período é que tudo está focado no feto e futuro bebê. Demorei um pouco a me tocar disso (viu como não é só a esposa que fica com diminuição de sagacidade?) e achei que fosse aquele tipo de coisa que a esposa fica meio que de dengo pra ter que paparicar. Ainda bem que nos foi explicado por nosso médico que isso era normal depois de um tempo. Tava achando estranho o fato de ela estar indo dormir cada vez mais cedo e que não queria fazer nada. Nos fins de semana, ela passava a tarde dormindo também. O dia que ficou marcado pra mim, e pra ela também (acho eu), como o fato de que, sim, TODA a energia dela estava indo pro bebê, foi quando ela se virou pra mim e disse, "Meu amor, vou dormir" e olhei pela janela e ainda via o pôr do sol. ELA FOI DORMIR ÀS 18:30 DA TARDE!!!!!!! E só acordou na manhã do dia seguinte!!! Como o médico tinha falado que isso era normal, encarei numa boa.

A dica que fica aqui é: pais, tenham paciência, pois a diminuição da sagacidade e sonolência são parte ativa desses 3 primeiros meses. Mas como tudo na gravidez, passa. E por falar em passar, isso leva ao 2º tópico do post de hoje....

1ª Saída pra Boteco

Na verdade, esse subtítulo é mais pra esposa e pra mim do que pro Felipe, por razões óbvias. Desde a notícia não tínhamos saído pra um happy hour, ou qualquer boteco que seja. Bem, saímos algumas vezes, mas com amigos, nunca só nós dois. E nós gostávamos, e descobrimos que ainda gostamos, muito de fazer isso. É quando convresamos melhor, relaxados e fora de nosso ambiente. Pois bem fomos para esse boteco novo e.... PAUSA PARA MERCHAN: O nome do boteco é Miauquemia e fica na 108 sul, na rua da Igrejinha, ou da Pizzaria Dom Bosco se você não for religioso e adorar uma pizza pé sujo. Cerveja (Stella) trincando, mesa de sinuca, rango (petisco) muito bom e o preço não é tão caro assim se comparar com outros botecos de Brasília: FIM DO MERCHAN. Foi nesse boteco que nós bebemos muito. Eu cerveja, ela suco. E conversamos por quase 4 horas direto, nem nos tocamos que a hora passou rápido do jeito que passou. Quando vimos a hora, já tínhamos feito a lista (com os tópicos para postar aqui) que já mencionei em outro post, pedido duas saideiras e, principalmente, jogado muita conversa fora. Vimos que é possível sair pra um happy hour sem compromisso e que o bebê não vai reclamar. Ah, é claro que essa façanha foi realizada após o período mencionado acima..... Outra coisa que saiu dessa saída (ai....) foi a seguinte promessa: quando a esposa puder beber, deixaremos o Felipe com os avós e vamos para um boteco para ela encher a cara. E digo mais, vai ser o porre mais barato da história, porque se ela conseguir beber mais de uma taça de vinho, já vai ser muita coisa .... ;)

Um abraço,
Gus

domingo, 5 de setembro de 2010

A volta

Escrevo esta pequena missiva pra dizer que semana que vem voltaremos a programação normal, afinal de contas o que eu tinha que fazer do LSA, eu já fiz.

Só pra não passar batido, ontem o Felipe deu o maior chute/soco/cabeçada que já sentimos. Foi tão forte que até a esposa ficou chocada, no bom sentido é claro.

Na semana que vem, acho que terça-véia, vou focar no estado mental que a mulher fica quando engravida.

Um abraço,
Gus

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A Primeira Foto

Post The Flash: atendendo a pedidos, aí vai a primeira foto do Felipe. Mais pra frente (entenda-se depois do primeiro LSA do DELTA findo) eu escrevo direito.



Outra foto é a prova incontestável de que ele é, sim, um ele. Observem a seta. Sem mais o que falar. Eita que o garoto vai dar trabalho......




Um abraço,
Gus

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

1ª eco e 1º banho de mar

Escrevo novamente estas linhas pois o meu PC travou e tive que reiniciar tudo. É claro que tudo que escrevi foi pro proverbial saco. Todos, por favor, uma salva de palmas para titio Bill Gates.......

Desabafo feito, vou tentar lembrar o que escrevi antes. Bom, acho que foi algo do tipo: não escrevi no decorrer dessa semana por dois motivos. 1º: não tava com vontade. Bom, vontade não é bem o termo, é mais que eu tava meio sem tesão pra escrever. Semana corrida, etc. Tive tempo? Claro, mas não conseguia escrever nada. Essa falta de vontade foi embora hoje, ainda bem. Tô gostando de escrever esse blog e não quero parar. Tô pensando em até continuar depois do nascimento do Felipe.... Bom voltando ao tópico em questão, 2º motivo: sexta passada, a tal sexta regada a chope (pra mim, regada aos mais variados tipos de suco pra esposa), fizemos uma p*%@ lista de coisas que eu posso escrever aqui. Como somos um exemplo de organização, quando chegamos do bar, tiramos a lista da bolsa da esposa e colocamos no lugar em que colocamos tudo da casa: na mesa. E por lá ela ficou, de sexta até ante-ontem. Ontem me lembrei da lista e fui procurar, com Murphy ao meu lado. É claro que ante-ontem a esposa resolveu dar uma limpa na mesa, né? Já pensei, "Pronto a lista foi pro lixo." O motivo desse pensamento será o tema de outro post: a mente de mulher fica mais lenta mesmo com a gravidez. Achei que ela pudesse ter jogado a mesma fora, mas ela guardou, sem querer (a lista tá atrás de um recibo da Dular...).

Nossa, escrevi mais que o primeiro. No fim das contas, até que foi bom esse Explorer ter travado e fechado. Todos, por favor, uma salva de palmas para titio Bill Gates.......

1ª ECO

A primeira eco é aquela em que você vai ver uma coisa só: se o bebê está se formando e se o coração está batendo. Bom, são duas coisas, mas tá bom. Na verdade a expectativa toda é a do batimento, porque é o que indica, obviamente, se o feto foi bem formado ou não, e se ele está, basicamente, vivo. E lá fomos nós pra clínica, pro exame. Entra a esposa e eu na sala. Ela entra no banheiro e põe o avental, eu fico com cara de tacho na sala de exame, esperando ela sair do banheiro e o médico chegar. Chega o médico e ela senta/deita na cadeira de exame e o mesmo começa. Segundos de tensão e vemos o saco embrionário. Tá tudo bem. E dentro dele um ponto que não pára de mexer, mas muito rápido mesmo. Suspeito o que seja. Quando vou perguntar o médico fala "Tá vendo esse ponto mexendo? É o coraçãozinho dele." Nó na garganta, olho pra esposa, se esvaindo em lágrimas. Resisto, afinal sou macho!! Mas aí o médico põe o som. É MUITO rápido o batimento, o barulho que faz é impressionante. Vu-vu-vu-vu-vu-vu, MUITO rápido (não sei se perceberam, mas é MUITO rápido). Nessa hora, não deu, comecei a chorar também. É uma emoção muito grande. Como pode uma coisa tão pequena fazer tanto barulho??? O melhor de tudo foi a cara do médico. Tava com cara de bobo igual a gente!! Tudo nos trinques, saímos do consultório iguais uns bobos. Mas pense num sentimento bom....

1º Banho de Mar

Voltando pra um presente não tão presente, vou falar do primeiro banho de mar do Felipe. Na verdade vão ter vários "primeiros" disso ou daquilo do Felipe por aqui. Fomos pra Recife pra conhecer minha sobrinha e pra passar as últimas férias antes do nascimento dele. Aproveitamos bastante, descansamos bastante e por causa da chuva, fomos bastante pro shópis centis de lá, e claro olhamos só lojas de bebê.... Como a água estava espantosamente fria nos dias que passamos lá, só nos aventuramos a entrar nela na véspera de voltarmos pra Brasília. Quando a esposa já tinha furado a terceira onda, nos tocamos que este era o primeiro banho de mar do Felipe. E foi no primeiro banho de mar dele que começamos a registrar todos os vindouros "primeiros" que vocês lerão aqui. Acho que esse banho de mar foi importante justamente pra nos atermos ao fato de que ele terá vários primeiros mesmo ainda estando na barriga da mãe.

Espero que não demore tanto até o próximo post.

Um abraço,
Gus

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Adendos

Como diria o filósofo Otto, depois de um happy hour regado a chope (Stella Artois na verdade) com a digníssima, resolvi adicionar esse post ainda referente ao anterior, ou seja, a notícia. Conversando com ela, percebi que deixei alguns detalhes de fora.

Quando fomos comemorar o resultado em uma creperia da cidade e decidimos contar aos familiares primeiro (os trinta minutos do outro post), comecei a pensar como contaria aos meus pais, pois os mesmos sabiam que seriam avós uns 4 meses antes. Sim, seguindo a ordem natural das coisas, o meu irmão foi pai cerca de 6 meses antes de mim. Nada mais justo, já que ele é o mais velho!! E comecei a pensar no que diria aos meus pais. Aí me veio a luz!!!! Ou não. Geralmente penso numa maneira de ser engraçado e fdp ao mesmo tempo. Fdp no sentido de fazer a outra pessoa se emocionar, captaram? Então decidi na hora e meia que ficamos na creperia que a frase a ser dita seria (rufem os tambores...): "O que vocês acham de serem avós de novo?" fecha aspas. Parece besta, mas pra quem tava esperando a pelo menos uns 3 anos por um neto, dois quase em carreirinha seria demais, né? Falei com a digníssima e ela achou super legal e chorou (lembram dos posts anteriores, hormônios e tal?). Como ela tava chorando e eu não sabia o que fazer, disse: "Nossa, tá gostoso o Al Pacino, né?" Aí ela olhou pra mim com cara de espanto e se tocou que eu tava falando do crepe, cujo o nome é de homem famoso por algum motivo que não faço idéia. Ela entendeu a piada e chorou (hormônios..........), então larguei de mão e vi que seria um tema recorrente (o choro) por algum tempo.

Chegamos em casa e, pela primeira e única vez em minha vida de casado, peguei o telefone primeiro e disse com voz mais grave pra fazer pressão, "Eu ligo primeiro!" Funcionou por causa dos (hormônios.............), só que ela não chorou, só me fitou com o olhar do tipo, "Hoje passa...". Qual a minha sorte quando a voz que ouço do outro lado da linha foi o de minha mãe. Pensei na hora "Vai se esvair em lágrimas!!" Falei as amenidades de sempre e tasquei o já treinado, "O que você acha de ser avó de novo?" Tiro e queda, ela se esvaiu em lágrimas e, para meu espanto total, EU TAMBÉM!!! Foi quando me toquei que sim, era mais do que hora de ter um filho.....

Um abraço,
Gus

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Notícia e Barrigão

Notícia

Uma parte que é difícil, mas muito boa, do início da gravidez é quando se tem a notícia. O que fazer? Já sair contando pra todo mundo ou esperar os três primeiros meses (considerados de risco) para poder contar a todos? Optamos por contar logo. Se algo ruim acontecesse, não era pra termos filho naquele momento. E essa decisão foi tomada com muito cuidado, tempo e cautela: 30 minutos.

Saímos para comemorar o resultado e quando voltamos pra casa começaram os telefonemas. Primeiro para os futuros avós de cada lado. Choradeira. Depois para as futuras bisas. Mais choradeira, dos dois lados. E depois para os parentes. Felicidade, e mais choradeira. E foi assim o primeiro dia de notícia. Sabíamos que era cedo demais, devíamos ter esperado, etc., mas achamos muita sacanagem segurar uma notícia dessas da família, e mais tarde amigos, por 3 meses....

Um aspecto negativo desse início é que (quase) todo mundo que já teve filho fica 7 mil horas explicando, em mínimos detalhes, tudo de bom e ruim que aconteceu com os respectivos filhos durante os nove meses de gestação, mais os anos seguintes, primeira escola, faculdade, aposentadoria..... Eu sei que é por boa vontade e entusiasmo que fazem isso, mas é muita coisa pra processar. Um fala que filho não chora nada, outro que é o tempo todo. Foi difícil amamentar, foi fácil amamentar; acorda de hora em hora de madrugada, dorme igual uma pedra.... Passado essa avalanche de informações inicial, nos tocamos que cada bebê tem seu tempo. E fim de papo! Claro que muitas dicas são úteis, mas algumas você simplesmente tem de descartar.

Barrigão

Cinco meses no próximo domingo, e não tem mais jeito, a barriga já tá aparecendo. Com qualquer tipo de roupa. A esposa ainda acha isso estranho. Eu acho muito legal. O fato é que agora que a barriga tá mesmo aparecendo que parcece que a ficha tá caindo mais rápido. E é MUITO legal pegar na barriga e sentir ela durinha. Ainda é difícil tentar sentir quando ele tá mexendo ou não, pelo menos pra mim. A esposa fala que ele se mexe o tempo todo. Mas que é uma fase muito legal, é. E de agora em diante a barriga só aumenta. E o xodó também.

domingo, 15 de agosto de 2010

Nomes e 1º chute

Como tive a idéia de fazer esse blog quando a esposa já tava com quase 5 meses, percebi que tentar escrever na ordem cronológica não vai dar muito certo, pois ia demorar muito tempo até chegar ao presente. Então o que vou fazer a partir de hoje é escrever coisas mais do começo e outras que aconteceram recentemente . Assim não perco o que está acontecendo agora e posso escrever com mais calma o que já passou.

A Escolha de Nomes

Desde que começamos a tentar engravidar (viu, lá vem o plural de novo), sabíamos que se fosse menina seria Luísa. Sem Z, sem Y, sem baitolagem. Luísa, normal, sem firula. Mas e se fosse menino? Sempre gostei de Arthur (esse sim com uma firulinha, o H), mas por algum motivo não batia muito bem. Apesar de eu gostar do nome, e tê-lo na família duas vezes (meu avô e meu tio-que-odeia-ser-chamado-de-tio), achamos que a procura por outros nomes seria legal. Então começamos uma pequena lista.

Ah, antes de mencionar a lista, devo avisar que minha esposa é parcial da tal numerologia, então entramos em sites de nomes para bebês (sim eles existem, e são uma porrada de sites) e colocamos algumas opções lá, que não eram muito favoráveis. Mas voltando a lista, havíamos decidido que nome de apóstolos não rolava. Nada contra a religião, mas é que tem 15 anos que dou aula de inglês e ainda tenho a esperança de conhecer um Matheus (com ou sem o H), Paulo, Pedro, João, etc. que tenham sido alunos que não fossem o capeta em forma de gente. Preconceito? Pode ser, mas que  comigo é fato, isso é. Será que sou tão azarado que por 15 anos peguei todos os pestes com esse nome? Acho que não. Bom, Lucas também entrou na lista, assim como Victor. Felipe entrou por último (apesar de ser nome de apóstolo...) e ficou lá por último. Pensamos em Eduardo também, mas já tem muitos na família, fora um amigo meu que é muito figura, então cortamos logo (a gente perde o amigo mas não perde a piada, Ceará). Foi ficando entre Victor e Felipe (é, com a firula do C mesmo). Mas tivemos a impressão que Felipe soava melhor, e aos poucos fomos nos tocando que esse era o nome. Ficou, então, decidido que seria Felipe para menino e Luísa para menina. E eis que em julho foi decidido por Deus, ou pela entrada do cromossomo Y na jogada, que Luísa teria que ficar pra próxima. ;)

1º Chute

Ontem estávamos vendo filme quando minha esposa falou "Nossa, como ele tá chutando hoje." Não sei se era uma reação já cinéfila, e crítica, dele por estarmos assistindo Efeito Borboleta, ou se era ele se mexendo como vem fazendo ultimamente (segundo a digníssima). Ela já vem falando por um tempo que ele já tá se mexendo, mas nunca consegui sentir. Ontem senti. E é uma sensação ao mesmo tempo estranha e INDESCRITÍVEL, mas vou tentar aqui. Estranha porque eu senti a barriga da minha esposa subir na minha mão. Pra quem gosta de cinema, principalmente Alien, a imagem de algo empurrando a barriga de dentro pra fora não é boa. Mas passado esse microsegundo inicial, você fica igual um paspalho. Abri um puta sorriso e falei, com grande eloquência e verve que me foi adquirida por anos de estudo de línguas: "CARA£§O, eu senti ele chutar!!!!" E ele chutou mais duas vezes antes de, provavelmente, se mexer na barriga da mãe e os pés mudarem de posição. É indescritível. E, como disse acima, é REALMENTE do cara£§o!!!

Bom por hoje é só. Durante a semana tem mais.

Um abraço,
Gus

P.S: Depois de um dia cheio, vou jogar Heavy Rain!!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O começo.

Acho que a parte mais punk de começar a ser pai é justamente essa: o começo. Você (o pai) não faz a menor idéia do que fazer ou do que tá acontecendo. Lógico, quando você recebe a notícia, não acredita. A princípio pensa "Cara£§o, vou ser pai!" e logo depois você pensa, "Cara£§o, vou ser pai!!!!!"

Depois quando a poeira e o entusiasmo baixam, você se dá conta que, aos poucos, sua vida vai mudar mesmo e não tem volta. É lógico que uma uma mudança muito boa, mas toda vez que tem mudança na vida é meio que um baque. Acho que esse esquema de demorar nove meses é bom pro pai também, pois vai se acostumando com a mudança. Por exemplo, quando íamos a Livraria Cultura, eu ia pros pockets, ela pros livros e pras revistas, depois eu a encontrava lá, depois cds, depois dvd, depois café, depois cinema (ou o cinema vinha antes) e por aí vai. Agora tá quase a mesma coisa, só que é sessão de livros (de bebê), revista (de bebê), cd (de bebê), dvd (de bebê) e café não porque ela não pode tomar muita cafeína pra não afetar (o bebê).

Acho que a cabeça do homem demora mais a se acostumar com a idéia justamente porque não tá sentindo nada, fisicamente falando. Mas a mãe..... Imagina só, se em uma semana de cada mês dá uma alteraçãozinha de nada, boba, chamada TPM, imagina com zilhôes de hormônios a mais no corpo? Então uma palavra chave para pais de primeira viagem por aí: paciência!!!. Sim, elas vão brigar porque a manteiga tava sem tampa. Sim, elas vão chorar numa cena ridícula de novela. E sim, elas vão ficar mais tudo. Então, como escrito acima, paciência. Muita. Passados os três meses iniciais, os hormônios dão uma abaixada e elas voltam ao (quase) normal.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Primeiro post

Escrevo esse primeiro post de um blog que, acho eu, será mantido até depois do nascimento do Felipe. Digo acho eu porque sei lá como vão ser as coisas depois que ele nascer.

Decidi escrever esse blog baseado num livro que ganhei de minha digníssima de primeiro Dia dos Pais. O livro (Pai é Pai) é uma compilação de um blog que um jornalista da Folha fez quando soube da gravidez de sua esposa. Achei a idéia legal e, basicamente, copiei a mesma.

Como esse é o primeiro post, ainda não organizei bem as idéias de como, ou o que, vou escrever aqui. Acho que começando do começo (ai) vai ser uma boa idéia. Ou não, já que ela já está na 18ª semana.

Aliás esse negócio de semana dá uma embananada. No começo você (o pai) consegue manter quantas semanas de gestação o bebê tá e tira foto toda semana na mesma posição pra ver o progresso da barriga. Dela, não a minha, que por incrível que pareça tá crescendo também, mas obviamente por motivos diferentes.... Mas agora mesmo perguntei pra ela que semana que a gente tá (sim, vira a gente no momento que engravida, aquele esquema "Sim, ESTAMOS grávidos). Já meio que perdi as semanas, mas sei os dias, pois foi num domingo o início da contagem. Ela me falou a semana. Então são 18 semanas e dois dias. E por aí vai.

Não faço idéia sobre o que o próximo post vai ser, mas quero ver se consigo atualizar todos os dias.

Um abraço,
Gus

P.S: Depois de quase 10 minutos de tentativa e uma olhada nos sites http://www.omelete.com.br/ e http://www.newsarama.com/ pra ver coisas nada relacionadas com gestação ou pai ou os dois juntos, minha esposa teve a idéia do título do blog. Justo na hora que eu tava lendo sobre o novo jogo do Batman. Cito isso porque sei que vou jogar videogame de novo só lá por agosto do ano que vem :)