terça-feira, 28 de setembro de 2010

Iniciação

Bom hoje o esquema aqui vai ser diferente. Nada de dois títulos, presente, passado, nem nada disso. Hoje falarei sobre a nossa iniciação com o mundo dos bebês. Ela ocorreu em julho, quando fui pra Recife conhecer minha sobrinha. Lá eu e a esposa pudemos ter uma idéia sobre o que está a vir pela frente (fechando o ciclo passado, presente e, agora, futuro mencionados acima).

Quando chegamos em Recife, a Marina, minha sobriha e afilhada, estava com mais ou menos 15 dias. Quando chegamos no apartamento do meu irmão, quase não pude entrar, pois estava com uma gripe filha da p*&@. Entrei com uma camiseta sobre a cara e mantive uma grande distância da Marina. E assim foi por mais ou menos 3 dias. A esposa já chegou perto e tudo, mas não pegou no colo pois ela tava muito próxima de mim, então o medo de passar a gripe pra Marina ainda era muito alto.

O que foi legal nos dez dias que passamos lá (essa viagem vai ser recorrente aqui, com pontos de vista diferentes) foram as coisas que começamos a aprender em relação a filho. Lembram do último post? Pois é, começamos a aprender um pouco sobre os móveis lá com eles. Vimos, por exemplo, que bebê mexe muito rápido. Então compramos uma cômoda que tem uma proteção nas laterais. Se o bebê fizer um rolamento duplo carpado dorsal lombar, ele vai bater na proteção (seria guard rail?) da cômoda. E não, ainda não lembro qual foi o puxador que a gente decidiu comprar....

Outra coisa que meu irmão me ensinou foi como limpar o bebê. Ensinou como limpar, com o que, em qual direção, como trocar a fralda (até então algo totalmente bizarro pra mim) e como sempre prestar atenção no bebê, pois eles se mexem MUITO rápido. E o mais importante de tudo: ensinou pra que serve a garrafa térmica que tem em todo quarto de bebê. Na verdade não é café pros pais ficarem acordados por causa ddo bebê (ainda mais que o bebê já deixa eles acordados, não precisam de café), mas sim água quente pra poder fazer a parte asseada do bebê, limpar as partes íntimas e etc. E eu achando que se não fosse café, era água pra chimarrão......

Aprendemos também que quando o bebê dorme, não precisa ficar sussurrando ou usando código morse pra se comunicar, ainda mais que quando o bebê dorme, um dos pais acaba dormindo também. Mas podemos falar em tom de voz normal justamente pro bebê se acostumar com barulho na casa. Afinal de contas ninguém quer uma criança de 6 anos de idade se incomodando com barulho de conversa dentro de casa.

Ah, a tal da babá eletrônica é algo que você realmente precisa ter. De qualquer lugar da casa você consegue ouvir o que a criança está fazendo. Nos dias que fiquei por lá (e vi o São Paulo dar adeus, mais uma vez, a Libertadores) vi que era essencial o aparelho. Eu e meu irmão íamos pro bar (área de serviço) e ficávamos jogando conversa fora até ouvir uma tossezinha (é esse o diminutivo?). Parávamos e ficávamos em silêncio. Se ela tossisse umas três vezes, ela estava acordando. E também é muito boa pra mãe, que pode dormir sossegada enquanto o pai fica de vigília (que no meu caso vai ser assisitr um horror de filme ou jogar PS3 até o Felipe acordar de novo...).

E quanto a pegar a Marina no colo, sem chance, pois eu ainda estava com o resto de gripe... Com certeza vou fazer isso em dezembro

Bom, por hoje é só. Se estiverem lendo e gostando, podem postar comentários, eu deixo ;-)

Um abraço,
Gus

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Móveis e Audição

Móveis

Como tudo na vida, a gravidez traz consigo as partes boas e as partes ruins. A alegria de saber que eu vou ser pai, o processo do crescimento do feto até o bebê em si, a barriga da esposa crescendo, tudo isso é excelente. Em contrapartida, tem a parte em que você tem que fazer coisas chatas, do tipo escolher os móveis do rebento. Eu nunca gostei de levar muito tempo escolhendo móveis pra mim, que dirá pra outra pessoa. Sim, eu sei que é pro meu filho e que eu deveria ficar mais animado, mas lamento, é tão chato pro filho quanto pra mim, pai. A não ser que você, leitor, seja o tipo de pessoa que gosta de ficat um dia inteiro, ou mais, vendo que tipo de cama você gostaria de dormir....

Acho todo esse processo de procurar móveis um porre! Mas é necessário. E com o berço e cômoda do bebê tem um agravante: nunca nem prestei atenção nesse tipo de móvel, então como diabos posso saber como escolher um móvel desse??? A resposta é simples: entrando em cada loja de bebê da cidade e olhando um porrilhão de berços diferentes. "Olha, esse tem roda de silicone, esse é fuleiro, esse tem rodinha normal mas a proteção é boa, esse tem rodinha boa mas a proteção é fuleira, tem que ter um espaço mínimo entre as grades pro bebe não meter a cabeça entre as mesmas, qual que é mais bonito, o branco pérola ou o branco neve (tem diferença????), etc, etc, etc."

Sim, é um processo longo, demorado e de aprendizado. Mas no fim das contas você começa a pegar a manha. Não ajuda nada que a esposa acha tudo lindo, então além de eu não saber nada em relação ao assunto, ainda tive que conter a esposa com as  infinitas opções. Como sempre, exagero um pouco aqui, mas foi mais ou menos assim mesmo. Depois de escolhido o berço na quarta ou quinta loja de bebês, focamos na cômoda. Como fomos pra casa do meu irmão que tinha acabado de ter uma filha, soubemos mais ou menos que tipo de cômoda precisaríamos pro quarto do Felipe.

O problema de escolher essas coisas é que as duas coisas, berço e cômoda, tem que combinar (é claro). Então um problema pra achar a cômoda é que a mesma tinha que combinar com o berço, que é branco (neve ou pérola, sei lá....) e os puxadores, fator essencial em quanquer cômoda (ironia....), tinham que ser legais também. Tecnicalidades assim deixo pra esposa, porque eu realmente não tô nem aí para que tipo de puxador tem no móvel. Aliás, que homem presta atenção nisso???? Eu sei que não pode ser com ponta, porque o bebê quando cresce e começa a explorar o ambiente, pode meter a cabeça num puxador com ponta e abrir um talho na mesma. Fora esse detalhe, não me importa o tipo de puxador. No fim das contas, depois das mesmas 4 ou 5 lojas, esolhemos uma cômoda. E o tal do puxador é tão importante, mas tão importante, que nem me lembro qual formato geométrico ou qualquer outro detalhe do mesmo. O que lembro é que no fim das contas, os dois combinam (ebaaaaa...) e que o quarto do Feipe tá tomando forma. Ainda bem que não tenho tendência pra decorador.

Audição

Ante-ontem (com ou sem hífen?) estava eu na cama com minha esposa, e o Felipe começou a chutar. Até aí, tudo bem, ele chuta bastante mesmo. Não o tempo todo, mas quando começa a chutar, dá uns chutões e fica assim por uns 10 minutos, aí sossega de novo. E aquela sensação do Alien não para (esse eu sei que agora é sem acento): cada vez que ele chuta, a gente vê a barriga subindo e descendo. É estranho, ver que tem alguma coisa que responde dentro da barriga da mãe, mas é MUITO legal mesmo assim.

Pois bem, estava eu vendo o Felipe lá e só pra provocar a esposa (eu provocar, imagina....) comecei a cantar o Hino do São Paulo na barriga. Ela riu e falou que não tinha problema. Como a provocação perdeu a graça, comecei a conversar com o Felipe, pois lemos que o bebê com já quase 6 meses já começa a ter audição. Ela falou pra eu falar com ele não com voz de pai babão, mas com minha bizarra voz normal mesmo. E comecei a conversar com ele assim mesmo, falando nada com nada, mas falando alguma coisa. Aí tive a idéia de contar uma história: lá fui eu contar O Rei Leão pro menino. E não é que quando comecei a contar a hostória mesmo, ele começou a mudar de posição na barriga da esposa?? Achei do car*£ho!!! E eu contando a história, dava pra ver os chutes mudando de posição, vindo em minha direção. E eu lá, com a boca grudada na barriga da esposa. quase no fim da muito resumida história de Shakespeare versão Disney, senti dois chutes no meu pequeno queixo. Achei isso MUITO do car*£ho!!!!! O que a gente não sabe é se ele tava com a cabeça onde eu estava falando e mudou de posição por causa da voz ou se o que eu senti no final da história era um soco e não um chute. mas isso pouco importa, o que importa é que ele ouviu e teve reação a isso. Ficamos iguais dois bestas quando vimos isso. E o mais legal é que quando a história acabou, ele parou de chutar ou mexer. Não sei se de alívio, por causa do fim do som estranho, ou por sei lá o que. Mas que foi muito legal foi.

Como disse acima, tem os lados negativos e positivos, como tudo na vida, mas os lados positivos são MUITO maiores que os negativos.

Um abraço,
Gus

domingo, 12 de setembro de 2010

Fator Wolverine e Enjôos

Fator Wolverine

Uma coisa muito engraçada que acontece com as mães no período inicial da gravidez, principalmente os já famosos 3 primeiros meses, é o aumento do olfato. Ele fica muito mais aguçado, do tipo que dá pra sentir cheiro do que tem na geladeira sem a mesma estar aberta. Igual o Wolverine, que dá umas duas cafungadas e sabe até o tempero que foi usado na carne.

Com a esposa isso foi mais ruim do que bom. Explico: nos 3 primeiros meses é quando geralmente rolam os famosos enjôos. Com o aumento do olfato, a probabilidade de rolar o previamente dito enjôo é muito maior. E com ela foi assim. Ela nunca gostou de cheiro de comida gelada, mas com o Fator Wolverine em campo, isso piorou, e muito, a ponto de eu abrir a geladeira e ela, que estava na porta da cozinha, sair correndo para o banheiro. Nesse período, eu era o responsável por abrir a geladeira quando tivesse alguma comida do dia anterior nela, assim como esquentar a mesma e levar a mesa. Mesmo assim, ela ainda conseguia sentir o cheiro do rango frio. Impressionante!!

Ela foi, por três meses, a versão feminina e sem pelos (Deus é pai) do Wolverine. Acho que deveria chamá-la X-23, mas é muita nerdice e só quem lê os gibis ia entender a piada (X-23 é o clone feminino do Wolverine..... Acho uma m#$*@, mas se nego não tem capacidade pra inventar nada mais criativo, não posso fazer nada....). Ela também sentia o cheiro do perfume que ela gosta que eu use lá da sala, quando eu borrifava o bicho no quarto. De novo, impressionante!! E assim foi pelos 3 primeiros meses.

Enjôos

Passados os 3 meses, como sempre, o olfato foi voltando ao normal. Ainda está melhor do que era antes (resquícios da mutação.... hehehehehe) mas ela já consegue abrir a geladeira com rango frio dentro. E quanto aos enjôos, ela só teve enjôos sérios no segundo mês. E era coisa do tipo que eu nem sabia que ela tinha vomitado. Eu faço a maior zoada na hora de chamar o Raul, dá pro vizinho do 6º andar ouvir. Ela corria pro banheiro, silêncio, e voltava falando "Nossa, vomitei todo o alnoço agora...." Como assim, vomitou todo o almoço???? Não ouvi nada!!! Mas era assim sempre, e como disse antes, durou apenas um mês. Tendo em vista que tem mãe que vomita e enjoa com tudo até quase o nascimento do rebento, pode-se dizer que me dei muito bem.

O fato desses acontecimentos terem sido tão rápidos é o principal motivo desse post ser bem curto, em comparação com os outros. Ainda não faço idéia do que vou escrever no próximo, mas stay tuned.

Um abraço,
Gus

P.S: Acabo de ser corrigido pela esposa que não foi só um mês de enjôo, mas dois, com uma diminuição da intensidade (não sei se do jato ou da frequencia), até acabar por completo no quarto mês.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Diminuição da Sagacidade e 1ª Saída pra Boteco

Como prometido no último post The Flash, a entrada de hoje será focada nos dois temas mencionados acima. Então, sem mais delongas, vamos à eles.

A Diminuição da Sagacidade

Decidi colocar o primeiro título com esse nome a pedido da esposa. Prometi que não teria durante o texto palavras como lezera, lerdeza, sonolência, demora-em-captar-um-raciocínio e etc. para não ser tão rude. Pois bem, estão todas elas no início do texto, e não durante. ;)

O fato é o seguinte: principlamente nos 3 primeiros meses, com a formação do bebê, toda a energia da esposa vai para o filho. E quando eu digo toda a energia, quero dizer TODA a energia. TODA!!!! Sobra o suficiente para locomoção, digitar alguma coisa no trabalho, dirigir uma vez por dia (ida e volta pro trabalho), balbuciar algumas palavras para o marido e outros fatores que agora não lembro direito. Mas o fato é que fora isso, a energia dela tá toda no útero. TODA!!! E, consequentemente (tem trema ou não....?), as faculdades de percepção ficam afetadas. Conversas complexas como "Bom dia, meu amor, quer ceral ou fruta?" demoram um pouco mais que o necessário, tipo, 5 minutos. E quando se passam os ditos 5 minutos a resposta é: "Quê?". E ligações de difícil tópico como "Quer almoçar junto hoje?" tem como resposta "Podemos nos falar mais tarde, preciso pensar...".

Brincadeiras a parte, como fui enfático acima, o problema da mulher nesse período é que tudo está focado no feto e futuro bebê. Demorei um pouco a me tocar disso (viu como não é só a esposa que fica com diminuição de sagacidade?) e achei que fosse aquele tipo de coisa que a esposa fica meio que de dengo pra ter que paparicar. Ainda bem que nos foi explicado por nosso médico que isso era normal depois de um tempo. Tava achando estranho o fato de ela estar indo dormir cada vez mais cedo e que não queria fazer nada. Nos fins de semana, ela passava a tarde dormindo também. O dia que ficou marcado pra mim, e pra ela também (acho eu), como o fato de que, sim, TODA a energia dela estava indo pro bebê, foi quando ela se virou pra mim e disse, "Meu amor, vou dormir" e olhei pela janela e ainda via o pôr do sol. ELA FOI DORMIR ÀS 18:30 DA TARDE!!!!!!! E só acordou na manhã do dia seguinte!!! Como o médico tinha falado que isso era normal, encarei numa boa.

A dica que fica aqui é: pais, tenham paciência, pois a diminuição da sagacidade e sonolência são parte ativa desses 3 primeiros meses. Mas como tudo na gravidez, passa. E por falar em passar, isso leva ao 2º tópico do post de hoje....

1ª Saída pra Boteco

Na verdade, esse subtítulo é mais pra esposa e pra mim do que pro Felipe, por razões óbvias. Desde a notícia não tínhamos saído pra um happy hour, ou qualquer boteco que seja. Bem, saímos algumas vezes, mas com amigos, nunca só nós dois. E nós gostávamos, e descobrimos que ainda gostamos, muito de fazer isso. É quando convresamos melhor, relaxados e fora de nosso ambiente. Pois bem fomos para esse boteco novo e.... PAUSA PARA MERCHAN: O nome do boteco é Miauquemia e fica na 108 sul, na rua da Igrejinha, ou da Pizzaria Dom Bosco se você não for religioso e adorar uma pizza pé sujo. Cerveja (Stella) trincando, mesa de sinuca, rango (petisco) muito bom e o preço não é tão caro assim se comparar com outros botecos de Brasília: FIM DO MERCHAN. Foi nesse boteco que nós bebemos muito. Eu cerveja, ela suco. E conversamos por quase 4 horas direto, nem nos tocamos que a hora passou rápido do jeito que passou. Quando vimos a hora, já tínhamos feito a lista (com os tópicos para postar aqui) que já mencionei em outro post, pedido duas saideiras e, principalmente, jogado muita conversa fora. Vimos que é possível sair pra um happy hour sem compromisso e que o bebê não vai reclamar. Ah, é claro que essa façanha foi realizada após o período mencionado acima..... Outra coisa que saiu dessa saída (ai....) foi a seguinte promessa: quando a esposa puder beber, deixaremos o Felipe com os avós e vamos para um boteco para ela encher a cara. E digo mais, vai ser o porre mais barato da história, porque se ela conseguir beber mais de uma taça de vinho, já vai ser muita coisa .... ;)

Um abraço,
Gus

domingo, 5 de setembro de 2010

A volta

Escrevo esta pequena missiva pra dizer que semana que vem voltaremos a programação normal, afinal de contas o que eu tinha que fazer do LSA, eu já fiz.

Só pra não passar batido, ontem o Felipe deu o maior chute/soco/cabeçada que já sentimos. Foi tão forte que até a esposa ficou chocada, no bom sentido é claro.

Na semana que vem, acho que terça-véia, vou focar no estado mental que a mulher fica quando engravida.

Um abraço,
Gus

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A Primeira Foto

Post The Flash: atendendo a pedidos, aí vai a primeira foto do Felipe. Mais pra frente (entenda-se depois do primeiro LSA do DELTA findo) eu escrevo direito.



Outra foto é a prova incontestável de que ele é, sim, um ele. Observem a seta. Sem mais o que falar. Eita que o garoto vai dar trabalho......




Um abraço,
Gus