sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Móveis e Audição

Móveis

Como tudo na vida, a gravidez traz consigo as partes boas e as partes ruins. A alegria de saber que eu vou ser pai, o processo do crescimento do feto até o bebê em si, a barriga da esposa crescendo, tudo isso é excelente. Em contrapartida, tem a parte em que você tem que fazer coisas chatas, do tipo escolher os móveis do rebento. Eu nunca gostei de levar muito tempo escolhendo móveis pra mim, que dirá pra outra pessoa. Sim, eu sei que é pro meu filho e que eu deveria ficar mais animado, mas lamento, é tão chato pro filho quanto pra mim, pai. A não ser que você, leitor, seja o tipo de pessoa que gosta de ficat um dia inteiro, ou mais, vendo que tipo de cama você gostaria de dormir....

Acho todo esse processo de procurar móveis um porre! Mas é necessário. E com o berço e cômoda do bebê tem um agravante: nunca nem prestei atenção nesse tipo de móvel, então como diabos posso saber como escolher um móvel desse??? A resposta é simples: entrando em cada loja de bebê da cidade e olhando um porrilhão de berços diferentes. "Olha, esse tem roda de silicone, esse é fuleiro, esse tem rodinha normal mas a proteção é boa, esse tem rodinha boa mas a proteção é fuleira, tem que ter um espaço mínimo entre as grades pro bebe não meter a cabeça entre as mesmas, qual que é mais bonito, o branco pérola ou o branco neve (tem diferença????), etc, etc, etc."

Sim, é um processo longo, demorado e de aprendizado. Mas no fim das contas você começa a pegar a manha. Não ajuda nada que a esposa acha tudo lindo, então além de eu não saber nada em relação ao assunto, ainda tive que conter a esposa com as  infinitas opções. Como sempre, exagero um pouco aqui, mas foi mais ou menos assim mesmo. Depois de escolhido o berço na quarta ou quinta loja de bebês, focamos na cômoda. Como fomos pra casa do meu irmão que tinha acabado de ter uma filha, soubemos mais ou menos que tipo de cômoda precisaríamos pro quarto do Felipe.

O problema de escolher essas coisas é que as duas coisas, berço e cômoda, tem que combinar (é claro). Então um problema pra achar a cômoda é que a mesma tinha que combinar com o berço, que é branco (neve ou pérola, sei lá....) e os puxadores, fator essencial em quanquer cômoda (ironia....), tinham que ser legais também. Tecnicalidades assim deixo pra esposa, porque eu realmente não tô nem aí para que tipo de puxador tem no móvel. Aliás, que homem presta atenção nisso???? Eu sei que não pode ser com ponta, porque o bebê quando cresce e começa a explorar o ambiente, pode meter a cabeça num puxador com ponta e abrir um talho na mesma. Fora esse detalhe, não me importa o tipo de puxador. No fim das contas, depois das mesmas 4 ou 5 lojas, esolhemos uma cômoda. E o tal do puxador é tão importante, mas tão importante, que nem me lembro qual formato geométrico ou qualquer outro detalhe do mesmo. O que lembro é que no fim das contas, os dois combinam (ebaaaaa...) e que o quarto do Feipe tá tomando forma. Ainda bem que não tenho tendência pra decorador.

Audição

Ante-ontem (com ou sem hífen?) estava eu na cama com minha esposa, e o Felipe começou a chutar. Até aí, tudo bem, ele chuta bastante mesmo. Não o tempo todo, mas quando começa a chutar, dá uns chutões e fica assim por uns 10 minutos, aí sossega de novo. E aquela sensação do Alien não para (esse eu sei que agora é sem acento): cada vez que ele chuta, a gente vê a barriga subindo e descendo. É estranho, ver que tem alguma coisa que responde dentro da barriga da mãe, mas é MUITO legal mesmo assim.

Pois bem, estava eu vendo o Felipe lá e só pra provocar a esposa (eu provocar, imagina....) comecei a cantar o Hino do São Paulo na barriga. Ela riu e falou que não tinha problema. Como a provocação perdeu a graça, comecei a conversar com o Felipe, pois lemos que o bebê com já quase 6 meses já começa a ter audição. Ela falou pra eu falar com ele não com voz de pai babão, mas com minha bizarra voz normal mesmo. E comecei a conversar com ele assim mesmo, falando nada com nada, mas falando alguma coisa. Aí tive a idéia de contar uma história: lá fui eu contar O Rei Leão pro menino. E não é que quando comecei a contar a hostória mesmo, ele começou a mudar de posição na barriga da esposa?? Achei do car*£ho!!! E eu contando a história, dava pra ver os chutes mudando de posição, vindo em minha direção. E eu lá, com a boca grudada na barriga da esposa. quase no fim da muito resumida história de Shakespeare versão Disney, senti dois chutes no meu pequeno queixo. Achei isso MUITO do car*£ho!!!!! O que a gente não sabe é se ele tava com a cabeça onde eu estava falando e mudou de posição por causa da voz ou se o que eu senti no final da história era um soco e não um chute. mas isso pouco importa, o que importa é que ele ouviu e teve reação a isso. Ficamos iguais dois bestas quando vimos isso. E o mais legal é que quando a história acabou, ele parou de chutar ou mexer. Não sei se de alívio, por causa do fim do som estranho, ou por sei lá o que. Mas que foi muito legal foi.

Como disse acima, tem os lados negativos e positivos, como tudo na vida, mas os lados positivos são MUITO maiores que os negativos.

Um abraço,
Gus

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